
Enigma de um homem monótono
O egoísmo de criar
1
Da poeira dos tremores se fez pele do pensamento
quando esse mito, frágil, da idade do horizonte –
aqui, longe da dor, e dos ouvidos do mundo –
se perdeu por entre a prata, no firmamento.
–
–
Cresceu erecto, sédulo e encantatório,
como as leis – cujo facho é a mão de deus;
mas do templo dos segredos, pilhou apenas uma máscara,
negra, sem alívios, do funeral dos ateus.
–
–
É coro, ou as verdades que se lhe colam,
É medo – grande colosso de madeira sobre o vértice,
É decisão, é testamento – fumo brilhante da ilusão,
É o acto de não ser…
E, não há covil que o não deseje.
O egoísmo de criar
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Da poeira dos tremores se fez pele do pensamento
quando esse mito, frágil, da idade do horizonte –
aqui, longe da dor, e dos ouvidos do mundo –
se perdeu por entre a prata, no firmamento.
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Cresceu erecto, sédulo e encantatório,
como as leis – cujo facho é a mão de deus;
mas do templo dos segredos, pilhou apenas uma máscara,
negra, sem alívios, do funeral dos ateus.
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É coro, ou as verdades que se lhe colam,
É medo – grande colosso de madeira sobre o vértice,
É decisão, é testamento – fumo brilhante da ilusão,
É o acto de não ser…
E, não há covil que o não deseje.
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